Sequência didática ( HTPC CICLO I) 13/04/09 á 17/04/09

 

Seqüência didática:
( ARTES)
Arte
CONTEÚDO 
■ Escuta atenta dos sons do cotidiano (inclusive o silêncio) 
■ Conceitos musicais (timbre, altura, duração, intensidade e ritmo) 
■ Funcionamento dos instrumentos musicais 
■ Mecanismos de propagação sonora e acústica dos materiais. 

ANOS1º e 2º 

TEMPO4 meses 

OBJETIVO
Desenvolver a acuidade auditiva nas crianças e colocá-las em contato com o sistema de produção de sons 

MATERIAL NECESSÁRIO
Rádio e gravador de som, instrumentos musicais, caixas de papelão, pedras, conchas, talheres, pregos, tubos de papelão, bambu, garrafas de vidro e garrafões de água 

DESENVOLVIMENTO 

1ª etapa
Reserve duas aulas para as crianças ouvirem atentamente os sons de diferentes locais dentro da escola (sala, cozinha, pátio) e fora dela (ruas movimentadas, parques). Em outra aula, proponha que as crianças transformem o que ouviram. Elas podem fazer isso ao desenhar e imitar. A intenção é mostrar onde há sons estridentes, suaves, bonitos,
repetitivos etc. É possível também gravar os sons do ambiente e reproduzi-los em classe.  

2ª etapa
Prepare quatro aulas de investigação e diferenciação dos sons. Com uma boa variedade de materiais em mãos (talheres, pedras, conchas, pedaços de madeira etc.), faça barulhos e peça que os alunos digam o que ouvem e depois classifiquem de acordo com a altura, a intensidade e a duração. Por exemplo, que som faz um talher contra o outro? E se alguém bater mais forte? O acontece se isso for feito dentro de uma caixa de papelão? Há também outras estratégias interessantes para mostrar que cada som tem uma "personalidade" (timbre). Toque instrumentos musicais ou reproduza CDs com sons de instrumentos diferentes em cada faixa, caso do CD que acompanha o livro Orquestra Tintim por Tintim.  

3ª etapa
É o momento de entender o funcionamento dos instrumentos na prática. Para a produção de sons, sugira a montagem de chocalhos com latas de metal, arroz ou pedras. Qual deles produz um som melhor? Você pode ir além e propor a construção de instrumentos
simples. Basta a garotada trazer de casa materiais de sucata. As garrafas de vidro produzem diferentes sonoridades conforme a quantidade de água colocada dentro. Bambus ou tubos podem virar instrumentos de sopro, e garrafões de água, tambores. 

AVALIAÇÃO
Verifique se a turma diferencia e classifica os sons durante as atividades e avalie se,
na hora de produzir os instrumentos, todos entenderam seus princípios básicos de funcionamento.

 
 

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EDUCAÇÃO FÍSISCA:
 
 

Atividade Permanente Ensino Fundamental I
Futebol para todos (Educação Física)
Bloco de Conteúdo
Educação Física
Objetivos   
  • Compreender o futebol como forma de expressão de grupos sociais.
  • Vivenciar jogos com a bola no pé.
  • Conhecer e recriar as regras da modalidade.
Conteúdos
  • História do futebol no Brasil.
  • Preconceito de gênero, etnia e classe social.
  • Jogos com bola.
Conteúdo relacionado 
Reportagens
Anos
1º ao 5º.

Tempo Estimado
12 aulas.

Material necessário
Bolas.

Desenvolvimento
1ª ETAPA
  Pergunte quantas formas de futebol a meninada conhece. Proponha uma alternativa: o futebol de mãos dadas. Observe se houve exclusão e incentive modificações para que todos joguem.

2ª ETAPA  Recrie a história do futebol no Brasil, pontuando que, no passado, muitos não podiam praticá-lo: negros, mulheres, pessoas com deficiência. Peça uma pesquisa com entrevistas: mães ou avós jogavam? E funcionários mais idosos? Discuta os resultados.

3ª ETAPA  Apresente fotos com variações da modalidade (de salão, de praia etc.) e introduza o futebol em miniquadras. Coloque dois gols a cada meia quadra e estimule a garotada a criar regras.

Avaliação
Observe as contribuições nas reflexões em grupo e a participação nas aulas práticas. Atente para a evolução de cada um no jogo e verifique a atuação dos menos participativos: veja se tiveram o direito a voz para expor problemas.

 
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Para os demais profesasores: 
 
 
 
 

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Ler para melhor escrever – Seqüência didática:
Reescrita de contos de fadas
 
 
 

Introdução
Os contos de fadas são textos que, por seu conteúdo mágico, fascinam crianças e adultos ao longo dos tempos. Em geral, são histórias de autoria desconhecida, que fazem parte da cultura oral de um povo e que se perpetuaram, como todos os textos da tradição oral, pela passagem de geração a geração.
Não apenas a autoria é incerta, mas também a data de sua criação: o tempo de um conto de fadas é de, como nos dizem as histórias, “há muito tempo atrás”, num passado muito distante…
A sobrevivência deles até nossos dias deve-se a pesquisadores, que, cada um em sua época e em seu país, fizeram um verdadeiro trabalho de garimpagem dessas histórias, viajando em busca dos contadores e contadoras que guardaram em suas memórias esse repertório maravilhoso. Assim, temos as obras dos irmãos Grimm na Alemanha, Charles Perrault na França, Italo Calvino na Itália e Luís da Câmara Cascudo no Brasil. E há outras até mais antigas, como As mile uma noites, que reúnem contos árabes. Essas obras são responsáveis pela permanência até nossos dias de histórias que falam do povo, de sua história, de seus costumes, num universo em que o fantástico e o maravilhoso convivem com o cotidiano.
O interessante, ao estudar tais obras, é reconhecer contos semelhantes presentes em diferentes culturas, indicando que, ao viajar e entrar em contato com distintos povos, o ser humano não apenas trocou riquezas materiais ou aprendeu a dominar técnicas: também se apropriou de novas histórias, num intercâmbio de imaginários. Para os alunos, ler ou ouvir esses textos permite que conheçam outros povos, ou se reconheçam no imaginário deles e, desse modo, ampliem seu domínio sobre as formas de pensar, sentir e descrever o mundo.
Não são poucos os autores que explicam o valor que as histórias têm para nós, de tal forma que são conhecidas como “remédios para a alma”. E, para as crianças, a luta entre o bem e o mal, a virtude e a vileza, temas principais dessas histórias, ajudam a organizar um mundo psíquico em que diferentes e intensas emoções convivem. Os contos, nesse sentido, ajudam a criança a lidar com impulsos contraditórios, presentes em seu psiquismo.
Acrescido a esse valor cultural e formativo para o indivíduo, é importante apontar outro, profundamente relacionado ao nosso trabalho: ler contos de fadas talvez seja a forma mais segura de introduzir os alunos no universo literário.
Fascinadas pela temática desses textos, as crianças enfrentam desafios para compreendê-los, pois a linguagem nem sempre é simples. Com isso, ampliam seu universo lingüístico e seu vocabulário, conhecem estruturas diferentes de construção das frases e experimentam novas formas da linguagem, como o uso de metáforas ou outras figuras de retórica.
 
Apresentamos aqui uma seqüência didática na qual os alunos acompanharão a leitura feita por você, analisarão alguns efeitos da linguagem utilizada e serão desafiados a escrever um conto. Ao fazer a reescrita de uma história conhecida, terão oportunidade de pôr em jogo os conhecimentos que construíram a partir da leitura, preocupando-se em utilizar a linguagem mais adequada.
É preciso lembrar que a condição didática para que os alunos sejam capazes de realizar essa proposta é a participação em muitas situações de leitura de contos, mesmo que seja como ouvintes (ao acompanhar a leitura de outra pessoa). Além disso, lembre-se de que no Volume 2 desenvolvemos uma seqüência didática de produção oral desse gênero, e muito do que eles aprenderam naquele momento será mobilizado agora, ou seja, esta seqüência é praticamente
uma continuação daquela.
Aqui os alunos revisitarão também uma atividade já realizada no Volume 2: a produção oral com destino escrito de um conto. Será uma situação privilegiada para que troquem informações sobre a melhor linguagem a ser utilizada e compartilhem conhecimentos sobre a linguagem escrita, para poder utilizálos quando forem assumir a responsabilidade pela produção. A produção final
(reescrita de um conto) será realizada em duplas e incluirá os alunos que não escrevem alfabeticamente. Sugerimos que você adote agora outro critério para formar as duplas, reunindo os que já escrevem convencionalmente com outros que ainda não o fazem. Ambos deverão discutir a organização do texto e a forma de elaborá-lo, utilizando diferentes recursos discursivos. O aluno que escreve alfabeticamente será escriba, ou seja, terá a tarefa de transformar em escrita o texto elaborado por ambos.
 
O que se espera que os alunos aprendam
* A ampliar seus conhecimentos sobre a linguagem e os recursos discursivos presentes nos contos de fadas.
* A reapresentar uma história conhecida, considerando não apenas seu conteúdo, mas também a forma de contá-la.
* Alguns comportamentos de escritor, como:
• Planejar um texto e escrevê-lo.
• Preocupar-se em reapresentar o conteúdo da história.
• Preocupar-se em utilizar recursos discursivos para tornar a história mais interessante e a linguagem mais literária.
* A ampliar seus conhecimentos sobre a escrita, avançando em suas hipóteses (embora a seqüência não tenha como eixo o sistema de escrita, inclui situações que oferecem desafios nesse sentido).
 

Conteúdos
* A linguagem dos contos de fadas.
* Planejamento e produção escrita.
* Recursos discursivos dos contos de fadas.
* Interação em duplas.

Etapas da seqüência didática de reescrita de contos de fadas
Todas as atividades previstas têm como objetivo ampliar os conhecimentos dos alunos sobre a linguagem dos contos e dar-lhes instrumentos para que possam escrever esse gênero de texto. Considerando que as crianças já conhecem a história, pois se trata de uma reescrita, e que podem se apoiar no texto-fonte, a atividade que finaliza a seqüência é um importante procedimento didático para que aprendam a produzir narrativas. As etapas que constituem a seqüência são:
1. Leitura de duas versões do mesmo conto de fadas.
2. Análise comparativa do início das duas versões.
3. Produção oral com destino escrito de uma terceira versão (a dos alunos).
4. Leitura de outro conto de fadas.
5. Comparação de duas versões do início de um conto de fadas.
6. Leitura de um novo conto de fadas e reescrita.

 
 
O que é uma sequência Didática?
 
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